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Due diligence: o que é, como funciona e por que sua empresa deve adotar esse processo de verificação

  • Foto do escritor: katyusca Rocha
    katyusca Rocha
  • há 1 dia
  • 4 min de leitura

Due diligence é o processo estruturado de coleta e análise de informações para avaliar riscos antes de firmar relações relevantes de negócio. Embora muitas empresas ainda associem o termo apenas a fusões e aquisições, a due diligence hoje é um dos pilares da governança corporativa, do compliance e da gestão moderna de riscos.


Empresas que crescem sem verificar adequadamente seus parceiros, fornecedores e sócios assumem riscos invisíveis — jurídicos, reputacionais e regulatórios — que nem sempre aparecem no contrato, mas quase sempre aparecem no problema.


Neste artigo, você vai entender o que é due diligence, como funciona na prática, onde deve ser aplicada e por que ela se tornou um mecanismo essencial de proteção empresarial.


O que é due diligence e qual seu objetivo


Due diligence pode ser traduzida como “diligência prévia”. Na prática, significa investigar e validar informações relevantes antes de assumir um vínculo jurídico ou comercial.


O objetivo da due diligence é simples e estratégico: reduzir incerteza antes da decisão. Ela permite que a empresa:


  • identifique riscos ocultos;

  • valide informações críticas;

  • avalie reputação e histórico;

  • verifique regularidade;

  • tome decisões com base em dados;

  • documente o racional decisório.


Due diligence não é desconfiança excessiva. É método de decisão responsável.


Por que a due diligence é cada vez mais importante na governança corporativa


A evolução dos programas de compliance e das normas de governança trouxe uma mudança relevante: empresas passaram a ser cobradas não apenas por seus próprios atos, mas também por atos de terceiros com quem se relacionam.


Isso inclui:


  • fornecedores;

  • representantes;

  • distribuidores;

  • parceiros comerciais;

  • intermediários;

  • prestadores de serviço críticos.


Em diferentes contextos regulatórios, a falta de verificação prévia pode ser interpretada como falha de controle. Por isso, a due diligence deixou de ser prática opcional em empresas maduras e passou a ser elemento estrutural de governança.


O que uma due diligence verifica na prática


Um processo de due diligence pode variar em profundidade conforme o risco envolvido, mas normalmente inclui a verificação de múltiplas dimensões.

Entre os principais pontos analisados em uma due diligence de integridade, destacam-se:


Verificações jurídicas:


  • processos judiciais;

  • histórico de litígios;

  • contingências conhecidas;

  • sanções administrativas.


Verificações cadastrais e regulatórias:


  • regularidade registral;

  • situação fiscal;

  • cadastros públicos;

  • habilitações necessárias.


Verificações reputacionais:


  • mídia negativa;

  • envolvimento em escândalos;

  • notícias de fraude ou corrupção;

  • exposição reputacional.


Listas restritivas:


  • listas nacionais;

  • listas internacionais;

  • sanções;

  • impedimentos públicos.


Esse conjunto de verificações compõe o que muitos chamam de background check de integridade.


Modelos modernos: KYC, KYS e KYE


A due diligence evoluiu para modelos contínuos de verificação, conhecidos por siglas amplamente utilizadas no mercado:


  • KYC — Know Your Customer

Conheça seu cliente: Usado para prevenir fraude, lavagem de dinheiro e risco de reputação.

  • KYS — Know Your Supplier

Conheça seu fornecedor: Avalia capacidade, regularidade e risco de integridade.

  • KYE — Know Your Employee

Conheça seu empregado (especialmente cargos sensíveis): Aplicável a posições críticas e de alta exposição.


Esses modelos ampliam a due diligence de um evento pontual para um sistema de verificação recorrente.


Quando a due diligence deve ser aplicada


Um erro comum é aplicar due diligence apenas em grandes operações. Na prática, ela deve ser usada sempre que o risco justificar.


Exemplos típicos:


  • contratação de fornecedores estratégicos;

  • entrada de sócios;

  • parcerias comerciais relevantes;

  • operações de investimento;

  • aquisições;

  • contratação de representantes;

  • operações sensíveis;

  • doações e patrocínios;

  • terceiros com acesso a recursos ou dados críticos.


Empresas maduras definem critérios objetivos para determinar quando a due diligence é obrigatória.


Due diligence baseada em risco: abordagem proporcional


Nem toda due diligence precisa ter a mesma profundidade.O modelo mais eficiente é o baseado em risco. Isso significa classificar terceiros em:


  • risco alto;

  • risco médio;

  • risco baixo.


E aplicar níveis proporcionais de verificação.


Esse modelo traz três benefícios:


  • eficiência operacional;

  • melhor uso de recursos;

  • maior efetividade do controle.


Due diligence não é sobre investigar tudo. É sobre investigar o que importa.


Due diligence como processo e não como evento


Empresas com maior maturidade tratam due diligence como processo interno estruturado, não como ação isolada. Isso envolve:

  • política formal de due diligence;

  • critérios de aplicação;

  • matriz de risco;

  • responsáveis definidos;

  • periodicidade de revisão;

  • registro das análises;

  • rastreabilidade da decisão.


Essa estrutura protege não apenas a empresa, mas também seus administradores, pois demonstra diligência e método decisório.


Quais riscos a due diligence ajuda a reduzir


A aplicação consistente de due diligence reduz significativamente:

  • risco jurídico;

  • risco reputacional;

  • risco de fraude por terceiros;

  • risco regulatório;

  • risco de corresponsabilidade;

  • risco de associação indevida.


Mais do que evitar problemas, a due diligence melhora a qualidade das decisões empresariais.


Due diligence não é burocracia, mas sim proteção decisória


Empresas não sofrem apenas por contratos mal escritos.Sofrem por relações mal avaliadas. A due diligence funciona como filtro de integridade nas conexões empresariais. Ela traz método, documentação e critério para decisões que antes eram tomadas apenas com base em confiança ou urgência.


Em ambientes de maior complexidade regulatória e reputacional, isso deixou de ser diferencial e passou a ser necessidade.


Como estruturar due diligence na sua empresa


A implementação de due diligence deve estar integrada ao sistema de governança e compliance, com:


  • política interna;

  • fluxos definidos;

  • critérios de risco;

  • ferramentas de verificação;

  • participação do jurídico e compliance;

  • registros formais.


Empresas em crescimento que estruturam esse processo aumentam significativamente sua segurança decisória.


Avaliar o nível atual de maturidade em due diligence costuma ser o primeiro passo para reduzir riscos invisíveis.

 
 
 

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